Pandemia desigual


Foto: Luiza Castro/Sul21


A pandemia expôs fortemente a ferida da desigualdade social. Enquanto uns, rapidamente se adaptavam com o “novo normal” em seu home office e internet de alta velocidade, outra parcela da população se viu completamente perdida, sem acesso à tecnologia ou com internet de baixa velocidade e limitada.


Matéria da Folha de São Paulo de 02/01/21 confirma essa realidade. Só em São Paulo, mais de 1,5 milhão de crianças estão em casa há mais de 9 meses. Professores confirmam a perda de aprendizado e a redução do número de alfabetizados.


Jovens e adolescentes passaram a usar seu tempo em aplicativos e redes sociais com pouca ou nenhuma supervisão. Não há incentivo para a busca de conteúdos educativos ou que ao menos reduziriam o abismo em razão da falta de acesso à educação formal.


A matéria traz ainda que quase 100% das escolas municipais e metade das estaduais estão fechadas desde o início da pandemia, sendo que uma porção muito pequena consegue participar das aulas online , seja por não ter um dispositivo para acesso - como notebook, tablet ou celular - ou simplesmente por não ter acesso a internet.


Do ponto de vista pedagógico e de oportunidades futuras, seja para admissão em Universidades por meio de cotas e regras de rendimento no ensino público, ou para ingressar no mundo do trabalho, essa realidade mostra-se uma verdadeira tragédia, um drama na vida desses jovens e seus familiares.


O mesmo veículo de imprensa noticia em 30/01/21, que o ano já se inicia com aumento no número de miseráveis. A reportagem aborda que cada ano de ensino, pode representar 15% a mais na renda futura, no entanto, em 2020, alunos da rede pública tiveram apenas metade das atividades em relação aos anos normais de acordo com FGV Social e Pnads. Já em relação ao ensino privado, a redução nas atividades foi bem menor, com isso, teremos aumento na desigualdade nos próximos anos.


Por outro lado, ONG`S, que historicamente procuram reduzir hiatos deixados pelo Estado, atuam fortemente em diversas práticas visando ocupar esses espaços. Algumas delas, por meio de programas e projetos sociais, baseados em formação socioeducativa e desenvolvimento pessoal e profissional, fornecem capacitação e conteúdo que podem auxiliar esses jovens e adolescentes para os desafios que lhes serão impostos na educação e no mundo do trabalho, contudo, algumas dessas lacunas só serão preenchidas com atuações concretas por parte da iniciativa privada.


Ações que vão desde a destinação de equipamentos e aquisição com disponibilização de banda larga, que permitiria alcance educacional, bem como promover a esses jovens acesso à educação formal e informal (lazer, esporte e cultura) e, principalmente, acesso a emprego, renda e desenvolvimento.


Fica o convite! Fica a reflexão! Que tal, você, representante de empresa, propor que sua organização atue de forma efetiva em projetos e programas que gerem impacto social? Afinal, Empresas socialmente responsáveis são reconhecidas, admiradas e valorizadas pelos seus consumidores e tornam suas equipes mais engajadas pelo propósito.


Rogerio Correa é Gestor de Comunicação e Relacionamento do CAMPUS Talentos, Bacharel em Ciências Sociais e Jurídicas, Especialização em Gestão Estratégica de Negócios e Graduando MBA em Marketing, Branding e Growth

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