Coronavírus: é preciso proteger a saúde dos trabalhadores

Coronavírus: é preciso proteger a saúde dos trabalhadores

Até o dia de hoje, 13 de março de 2020, o Coronavírus (SARS-CoV-2), causador da doença COVID-19, atingiu 123 países em cinco continentes, tendo infectado 133 mil pessoas, levando a mais de 4.900 delas à morte. É uma pandemia de grandes proporções.

O Brasil ultrapassou a barreira dos 50 casos, a partir da qual, segundo a experiência mundial, a incidência tende a multiplicar por 10 vezes a cada semana. Ou seja, considerando os 151 casos de hoje, em quatro semanas o Brasil poderá ter mais de 1,5 milhão de infectados.


Os profissionais de saúde, em especial os de enfermagem, são os que enfrentam o maior risco de contaminação diante desta epidemia e precisam ser mais protegidos, não apenas por meio das precauções universais de higiene e uso de equipamentos de proteção, como também por meio de treinamento e rotinas assistenciais que evitem a sobrecarga de trabalho, a superlotação das unidades de saúde e que estas se transformem em centros de propagação da doença.

A situação de fragilidade em que se encontram os trabalhadores, que vêm sofrendo com a sucessiva perda de direitos após as reformas trabalhista e previdenciárias, desmonte das normas de regulamentação da segurança e saúde do trabalhador, promoção da terceirização indiscriminada, desemprego etc., tende a levá-los a não se afastar do trabalho com medo de perda do próprio trabalho. Tal medo pode ser também causa de ampliação da epidemia dentro dos ambientes de trabalho, o que agravará o dano à saúde dos trabalhadores e até mesmo a paralisação das empresas.

É preciso, neste momento, que sejam adotadas medidas efetivas de proteção a todos os trabalhadores diante da epidemia, com medidas tais como:

1) Que seja garantido o emprego de todo trabalhador ao qual tenha sido indicada medida de isolamento ou quarentena, por prescrição médica ou recomendação de autoridade sanitária, mesmo que esta ultrapasse o prazo de 14 (quatorze) dias, em razão do risco de transmissão.

2) Que o confinamento temporário dos trabalhadores, determinado por autoridade de saúde, seja equiparado à doença contagiosa com internamento hospitalar, assegurados todos os direitos.

3) Que todas as empresas públicas e privadas instituam ações e comitês de prevenção, de modo a:

a) Assegurar água, sabonete, toalha descartável acessíveis a todos os trabalhadores nas dependências da empresa; b) Verificar se os locais de trabalho estão limpos e higienizados; c) Promover a lavagem regular e completa das mãos por funcionários, contratados e clientes; d) Promover uma boa higiene respiratória no local de trabalho; e) Informar os funcionários, contratados e clientes que, se a COVID-19 começar a se espalhar na comunidade, qualquer pessoa com tosse leve ou febre baixa (37,3 C ou mais) deve permanecer em casa. f) Preparar o local de trabalho, caso a COVID-19 chegue à sua comunidade.

4) As empresas devem evitar realizar reuniões e eventos que possam ser adiados, evitando assim a propagação da epidemia.

É hora de enfrentar o coronavírus no ambiente de trabalho e proteger a saúde e os direitos dos trabalhadores!

O Instituto Trabalho Digno, entidade nacional de caráter científico, sem fins lucrativos, que se dedica a estudos, pesquisas e outras iniciativas técnico-científicas sobre o mundo do trabalho, conclama os trabalhadores e as instituições de proteção ao trabalho para que ajam em defesa da saúde dos trabalhadores antes que seja tarde.

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